Hoje, quando eu vi os jogadores da dupla Gre-Nal se cumprimentando antes do jogo, me lembrei de uma coisa dos tempos em que trabalhava em redação de jornal. Um dia tive uma discussão com um dos redatores. E foi feia a coisa. Olha que ele estava no jornal há anos, e eu tinha chegado há alguns meses.
Eu disse a ele que isso de ficar se xingando por causa de futebol era besteira, eu não tinha nada contra colorados. Pelo contrário, tinha muitos amigos colorados. Ele ficou chateado, me deu mil explicações, disse que gremista que é gremista tem que odiar o Inter, que isso que mantinha a tradição viva. Não, não é assim.
Vi o capitão do Inter entrar na casamata do Grêmio ontem, cumprimentar um por um, abraçar o Celso Roth e nem por isso ele jogou menos. Gostei do que vi.
Sou gremista, me orgulho disso. Não gostei da derrota de ontem. Estou de saco cheio de ver o meu clube montar time medíocre. Mas, sinceramente, se não fosse contra o Grêmio, eu não ia torcer pro Inter ficar fora da Libertadores. Eu torço pelo meu time, reclamo do meu presidente, mas não vou torcer para que um paulista ou carioca pegue uma das únicas vagas que ficou fora deste eixo Rio-São Paulo maldito.
Foi um domingo intenso pro futebol brasileiro. Os melhores clubes, os mais bem estruturados, com uma direção profissional, ficaram no topo. Times dirigidos por políticos, torcedores e afins, ficaram na rabeira. Que isso sirva de ensinamento. Se o Odone quer se eleger para alguma coisa, que delegue para alguém a tarefa de gerenciar o clube. Alguém que entenda de finanças e administração.
Acho que dezembro e janeiro vão ser os meses que mais torcerei pelo Grêmio. Foi acompanhar de perto. Quero ver como vai ser montado o time do ano que vem.
E que venha o Gladiador! Chega de Imortal.


